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A emocionante apresentação da Orquestra de Timbó

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A Orquestra de Câmara Municipal de Timbó fez apresentação no sábado dia 27, na Sociedade Cultural de Timbó para o público que se emocionou.

O Concerto de Gala teve como proposta comemorar o 19º Aniversário da Orquestra Municipal de Câmara de Timbó. São raros os municípios do Brasil que com o tamanho de Timbó, possuem um orquestra e atualmente é a mais antiga em atividade do Vale do Itajaí.

A Orquestra de Câmara Municipal de Timbó apresentou um concerto com obras de grandes mestres da música universal, mostrando a diversidade de cores e timbres que podem ser tirados de uma orquestra de câmara. Compositores do cenário musical mundial como Bach, com sua “Aria” da Suíte n°3, Heinichen com um concerto grosso, Puccini com Nessun Dorma, Grieg com trechos da Suíte Peer Gynt, Rossini com o trecho Final de “ Willian Tell”, Rachmaninoff com sua “Vocalise” adaptada para orquestra de Cordas, e o brasileiro Alberto Nepomuceno com a “Serenata para orquestra de Cordas”.

Na edição do Concerto de Gala, teve a participação especial dos alunos da turma número um do Projeto EMO – Escolinha de Músicos de Orquestra. Em nome da Diretoria da Orquestra agradecemos a presença de vocês e informamos que o valor arrecadado com este espetáculo será revertido integralmente para investimentos na ampliação de vagas na Academia de Música, visando atender maior número de interessados e assim, futuramente conseguir ampliar o número de integrantes e a qualidade de nossa Orquestra.
Nesta edição do Concerto de Gala, contou com o valoroso apoio institucional do Hospital de Olhos Freitag e da Central Alternativa Assessoria

Conforme o “Programa” o concerto foi composto de três partes:
1ª. Parte – EMO – Escolinha de Músicos de Orquestra.
2ª. Parte – Orquestra de Câmara Municipal de Timbó
3ª. Parte – EMO + Orquestra.

Antes da última apresentação, a orquestra fez uma homenagem especial para as empresas: Hospital de Olhos Freitag e a Central Alternativa entregue pelo presidente da Orquestra Sido Gessner Jr.

Como tudo começou

O Mestre de Cerimônias Rogério Gessner contou como tudo começou.Também conhecida como OCMT, foi criada em 1997, no então Departamento de Cultura da Prefeitura de Timbó, a partir dos anseios dos alunos em tocar em quatro vozes, incluindo violas e violoncelos. Naquela época, também já existia um grupo de flautas, coordenado pelo professor e pastor Hans Hermann Ziel, que ensaiava regularmente obras barrocas como Jesus Alegria, de Johann Sebastian Bach (1685-1750), e obras do período Clássico como a Sinfonia Para Crianças, de Leopold Mozart (1719-1787).

Pastor Ziel, que assumiu a coordenação deste grande grupo, adotou o método alemão Gradus ad Parnassum, o que proporcionou um considerável aprimoramento musical. Assim, os dois grupos foram unidos formando então, uma orquestra experimental.

Essa orquestra era composta, pelos alunos de violino Paulo Henrique Tadeu Lira, Rafael Lira, Alfredo Weiss, Sabrina Brunner e Daniel Raduenz e pela violoncelista Noika Roeder Zipf. Nos dois primeiros concertos a orquestra contou com a participação do timboense Hans Jürgen Kellermann, que também tocava violoncelo.

O ano de 2005 foi um marco na estruturação da orquestra, que pela primeira vez teve a disposição uma diretoria e um estatuto, tendo como primeiro presidente Herbert Jurk Jr. Este passo representou um aspecto ascendente na sua organização, que possibilitou reconhecimento como entidade jurídica na busca de recursos e aprovação de projetos e elevou assim, para uma atitude profissional também dos musicistas, embora o caráter musical da OCMT se caracterize como filarmônico, ou seja, um caráter não profissional.

No ano de 2006, em substituição ao Maestro Ziel, assumiu a regência da OCMT, o músico Luiz Lenzi, que iniciou seus estudos com o próprio Hans Hermann Ziel, no final dos anos de 1980. Lenzi foi Diretor Técnico e Regente da Orquestra por 10 anos. Neste período A OCMT realizou diversas apresentações em Timbó e região. Além do “Domingo Musical” quando mensalmente ocorriam apresentações no Museu da Música, a orquestra participou da “Noite dos Candelabros” e das apresentações nos Concertos de Páscoa e de Natal, a OCMT também realizou inúmeras apresentações nas escolas municipais em Timbó, com o objetivo de apresentar a música de câmara às comunidades dos bairros. É preciso registrar também a participação da Orquestra de Timbó nos eventos do Circuito Regional de Orquestras que acontece anualmente no Vale, reunindo as orquestras de Timbó, Indaial e da FURB (Blumenau).

Em 2012, com apoio da Fundação Cultural nasce a Academia da OCMT, onde então os integrantes da Orquestra passam a ter aulas particulares de aperfeiçoamento musical o que proporcionou um crescimento qualitativo da orquestra e o ingresso de novos membros. Atualmente temos 11 onze alunos na Academia da OCMT e dois professores, Rafael Lira e Nelly Péricas y Péricas.

Em 2015, com apoio do Rotary Club de Timbó foi viabilizada a EMO – Escolinha de Músicos de Orquestra – um projeto social iniciado na Escola Municipal Nestor Margarida no bairro Araponguinhas em Timbó que proporciona para crianças e jovens de 07 a 17 anos, aulas semanais gratuitas de Violino e Violoncelo. Aulas em grupo com a utilização do método Suzuki sob a coordenação voluntária do Músico e professor Rafael Lira. Os instrumentos musicais adquiridos pelo Rotary Club de Timbó, são entregues em comodato aos para estudos e práticas complementares. Atualmente são duas turmas totalizando 25 participantes.

Em 2016 , em substituição ao Luiz Lenzi, assume a Regência da Orquestra de Câmara Municipal de Timbó o músico Paulo Henrique Tadeu Lira, que foi aluno de violino da primeira turma na criação da Orquestra de Timbó. Com um currículo bastante vasto e experiência como regente em outras orquestras como a de Indaial, Paulo Lira assume o desafio de dar continuidade ao trabalho iniciado por Hanz Hermann Ziel e complementado pelo maestro Luiz Lenzi.

28 de Agosto de 2016

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